LA PEGATINA

Stage: Matriz Map
29 June, 22:30

A rumba – género musical de ida e volta por excelência (porque sendo de origem incerta pode ter sido influenciada em Cuba pelo flamenco andaluz, assim como este, depois, viria a incorporar elementos da rumba e da guaracha no regresso ao sul de Espanha) – está espalhada um pouco por todo o mundo¸ tomando este nome mas formas algo diferentes em Cuba e no Congo (os soukous são uma forma de rumba), nas Caraíbas e nos Estados Unidos… E, em Espanha, há rumba na Andaluzia – como um dos palos do flamenco - , na Galiza e na Catalunha.
E é desta região que são originários os músicos de La Pegatina, um dos melhores representantes da rumba catalã irmanada com mil outros géneros, do punk mais visceral ao ska mais veloz, das fanfarras ciganas dos Balcãs ao duende do flamenco dos seus primos gitanos na Andaluzia, no sul de França e, claro, na Catalunha. Recuperando o espírito de pioneiros da rumba de Barcelona (e muitos arredores) nos anos 50 do Séc. XX como o enorme Peret ou El Pescaílla, não esquecendo os que lhes deram depois os Gipsy Kings – que transformaram a rumba catalã num fenómeno mundial – e seguindo o trilho de abertura a inúmeros outros estilos musicais traçado por Manu Chao (sim, claro), os Ojos de Brujo, Dusminguet, Muchachito Bombo Infierno ou La Troba Kung-Fú.
Originários dos arredores de Barcelona - Moncada y Reixach -, o grupo começou por ser conhecido, em 2003, como Pegatina Sound System, mas rapidamente este conceito mais “roots” e ligado à pré-história das grandes músicas jamaicanas (e do hip-hop) se alargou a uma banda completa que viria a gravar o seu álbum de estreia, “Al carrer!”, em 2007, já assinado La Pegatina. E, ao longo destes quinze anos de carreira e de cincontáveis concertos, criaram um enorme culto junto de centenas de milhares de fãs na sua Catalunha natal como também em outras regiões de Espanha, na Europa e no mundo. Com uma música directa, empenhada, fortíssima em mensagem, emoção e ritmo – e cantando em várias línguas (catalão, castelhano, galego, português ou inglês) -, La Pegatina contou nos seus oito álbuns editados até agora com variadíssimos amigos – e de muitos países do mundo - como Manu Chao, Gambeat, Che Sudaka, Txarango, D'Callaos, El Puchero del Hortelano, Amparo Sánchez (Amparanoia), Indigna, Sey Sisters, a luso-angolana Romi Anauel (ex-vocalista dos Terrakota e agora a viver em Barcelona), Love of Lesbian, Baciamolemani, Dubioza Kolektiv, Ska-P, Hanggai, Turttle Island, MS Maiko ou, no seu novíssimo álbum, “Ahora o Nunca”, outros ilustres convidados como Macaco, Eva Amaral, Rozalén, Los Caligaris e Will and the People.
Actuando em formato de big-band – onde cabem, para além da voz e guitarras de Adrià Salas e Rubén Sierra, um cajón, um acordeão, uma secção de metais, uma bateria, um violino ou um videojockey) , La Pegatina (palavra que tanto pode significar autocolante como adesivo) vai de certeza pegar-nos por onde eles quiserem – e nós deixarmos – e deixar marca profunda na nossa memória.









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