RIDING A METEOR

Stage: Castelo Map
30 June, 21:00

"Eu nunca fui do prog-rock". É assim que Samuel Úria se define na sua canção "Teimoso". E, na realidade, nem Úria nem outros 99 vírgula qualquer coisa por cento de músicos portugueses - desde os anos 60 até à actualidade - alguma vez foi ou é do prog-rock, género que por cá sempre foi praticado por uma curta franja de artistas e bandas. Sim, houve José Cid - que ainda continua a apresentar em palco os seus discos lendários "10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte" e alguns temas do Quarteto 1111 com o mesmo espírito -, os Tantra, Filarmónica Fraude, Banda do Casaco, Perspectiva, Objectivo, Ananga-Ranga, Arte e Ofício, Xarhanga, Arte & Ofício, Saga, Beatnicks e alguns mais nos anos 70 e inícios de 80. Mas, depois disso, com todas as revoluções que entretanto aconteceram - o punk, o metal, o hip-hop, as novas correntes electrónicas - o prog e os seus derivados quase desapareceram por completo do panorama nacional. Mas, mesmo assim, ainda vão aparecendo por cá algumas bandas que o visitam. Capitão Fausto, Madrepaz, Beduínos a Gasóleo, Black Bombaim, Factory of Dreams, A Presença das Formigas, Conjunto!Evite ou Saturnia são alguns dos (pouquíssimos) nomes que mantêm viva essa memória na música portuguesa. E, claro, os Riding a Meteor, banda de Faro que começou a dar concertos o ano passado e que já em 2018 editou o seu primeiro EP, "Dissolve or Collide", através da editora Epopeia Records.
As influências, essas passam pelo rock progressivo e por vários dos seus sub-territórios - kraut, space-rock, sinfónico - e com algo de psicadelismo e de pós-rock à mistura. E, com um bocadinho de imaginação, podemos neles ouvir ecos que vão dos Yes aos Air, dos King Crimson aos Flaming Lips, dos Pink Floyd aos Porcupine Tree, dos Genesis a The Mars Volta, dos Tangerine Dream aos Radiohead de "OK Computer" e seguintes, de Mike Oldfield aos Sigur Rós, dos Faust aos Mogwai... Como apresentação do projecto, os Riding a Meteor dizem contar a história musical e visual (via imagens projectadas) de um meteorito perdido desde há milhões de anos no vácuo galáctico. E quando uma força gravitacional altera a sua rota é necessário tomar uma decisão: dissolver ou colidir?
Reunindo na sua formação músicos que passaram por bandas como os Mopho, Correia, Miranda's ou Dazkarieh, os Riding a Meteor apresentam-se em palco com António Barradinhas (voz), Luís Caracinha (guitarra e sintetizadores), Ivo Ferreira (guitarra), Gabriel Costa (baixo), Ruben Azevedo (bateria), Davis Sousa (sintetizadores), Bárbara Santos (violoncelo) e Helena Madeira (voz).









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