SAM ALONE & THE GRAVEDIGGERS

Stage: Castelo Map
28 June, 01:00

Se na guitarra acústica de Woody Guthrie se podia ler “This machine kills fascists”, nas guitarras de Sam Alone pode ler-se “Working Class Rifle” ou “Soul Rebel”. Porque, na música e nas palavras do cantor, compositor e letrista algarvio, (sobre)vivem as grandes canções, os grandes hinos, as grandes palavras-de-ordem de inúmeras músicas de intervenção e de vários países do mundo embrulhadas numa música direciconada que nem uma flecha certeira ao osso, ao âmago, à alma e a à consciência de quem a ouve. Na sua música – e na música que faz com a sua banda que o acompanha desde 2008, os Gravediggers, como já antes nos Devil in Me ou, agora mesmo, na sua carreira a solo em que canta na nossa língua) se ouvem os ecos de Woody Guthrie, Hank Williams, Johnny Cash ou Robert Johnson sim, mas também de The Clash, Crass, Black Flag ou Dead Kennedys. Isto é, a folk, a country ou os blues norte-americanos passados pelos crivos do punk, do hardcore, do crust… É uma música viva, verdadeira, visceral e inquieta. De protesto muitas vezes, de constatação, raiva e espanto (nessas e em muitas) outras vezes.
Sam Alone nasceu com o nome de Apolinário Correia – Poli é o diminutivo que usa muitas vezes, incluindo no seu projecto a solo – aqui mesmo ao lado, em Quarteira, e ainda hoje reside no concelho de Loulé. Em 2005 funda com alguns amigos uma das bandas mais conhecidas no nosso país e no estrangeiro da cena punk-hardcore, os Devil in Me (antes conhecidos como Lockdown), onde ainda se mantém e com os quais gravou os álbuns “Born To Lose” (2006), “Brothers in Arms” (2007), “The End” (2010) e “Soul Rebel” (2015), para além do DVD “Live Fast, Die Young DVD (2009), um documentário e gravação ao vivo que também incluía como bónus um EP com versões que homenageavam algumas das sua principais influências: The Misfits, Bad Religion, Suicidal Tendenceis, os lisboetas X-Acto e… Johnny Cash. E, agora, Sam Alone prepara-se para editar o seu primeiro álbum a solo em 2018, assinado com o nome Poli Correia, produzido por Kalú (baterista dos Xutos & Pontapés) e que já foi apresentado ao vivo com alguns dos seus convidados: Frankie Chavez, o cantor cabo-verdiano Dino D’Santiago e o rapper Allen Halloween.
Mas, aqui no Med de Loulé, é com os Gravediggers que Sam Alone vai estar. Aqui cantando em inglês, com esta banda gravou os álbuns “Dead Sailors” (2008), “Youth in The Dark” (2012) e o mais recente “Tougher Than Leather”, editado em Portugal no ano de 2014 pela Rastilho Records e reeditado no circuito internacional dois anos depois pelo selo alemão People Like You, ligado à gigante Century Media. E, compostos por Nuno “Guru” Marques (bateria), João Ricardo (guitarra solo), Ricardo Cabrita (teclas), Roy Duke (baixo eléctrico e contrabaixo) e Pedro Matos (também seu companheiro nos Devil in Me, na guitarra-ritmo), os Gravediggers liderados por Sam Alone (voz e guitarra) vão mais uma vez fazer explodir um palco algarvio com uma música feita para os seus o seus heróis, “irmãos e irmãs (de luta), amantes e crentes, sonhadores e renegados”.









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