SELECTA ALICE

Stage: Matriz Map
29 June, 02:30

Antes, muito antes de existirem géneros de música de dança que nas últimas (muitas) décadas deram e dão pelo nome de jive e de swing, de twist e de rock’n’roll, de funk e de disco, de tecno e de drum’n’bass, de trance e de dubstep… já se dançava, e tanto e em todo o mundo. Em todas as geografias e em todos os povos, em todas as culturas e em todas as etnias, dança-se o sexo e a morte, dançam-se as colheitas e os deuses, dança-se a guerra e a paz, dança-se o transe e a libertação. Não há lugar aqui para se fazer uma História, por breve que seja, das danças tradicionais que, muitas vezes, ficaram perdidas alguras na memória dos povos. Nem daquelas que por alguma razão sobreviveram. Mas pode-se falar de tudo isto, e com coerência, quando se fala de uma DJ como Selecta Alice.
Porque Selecta Alice – de seu verdadeiro nome Célia Fialho – foi uma das DJs pioneiras que, em Portugal, introduziram uma nova forma de olhar para uma pista de dança ou um terreiro de festival. Cruzando, com sabedoria e amor, inúmeros e antigos géneros de música de dança de todo o Mundo (África, Ásia, Europa, Américas, Caraíbas…) com incontáveis estilos mais recentes da chamada EDM e das novas tendências urbanas e suburbunas que, são já elas, uma fusão do antigo com o novo, da dança dos avós com a dança dos netos: o kuduro, o funk carioca, o kwaito, a digital-cumbia, o dancehall, o electro-bhangra… Viajando dos Balcãs à Nigéria, de Cuba a Nova Iorque, do Rio de Janeiro à Amadora, da Jamaica à Índia, Selecta Alice sabe sempre quando misturar o mais electrónico com o mais orgânico, o beat mais acelerado com o downtempo necessário para, no meio da dança, até se poder pensar um pouco.
Por facilidade, Selecta Alice é geralmente apresentada como “DJ de World Music”, mas isso não chega para a definir. Aprendeu a tocar piano, faz rádio desde os dezasseis anos – e, na actualidade, os seus programas podem ser ouvidos na Rádio Groovalizacion e na Rádio Quântica -, foi advogada de direito criminal, fez teatro, é pintora, mistura as músicas com os sabores do mundo no restaurante Sagrada Família (em Lisboa), foi editora da revista DiF, passou música em festivais como o FMM de Sines, o OutJazz, o Boom Festival – no qual é curadora do palco Sacred Fire… E diz que, para ela, “a música e o oxigénio têm a mesma importância vital”. Nós partilhamos da mesma crença e, com ela, dançamos.









Organization

Media Partners


Partners