ROCKY MARSIANO

Palco: Matriz Map
02 Julho, 02:15

Produtor, DJ e músico, MC e poeta, descobridor de outros talentos musicais e editor (nomeadamente na infelizmente desaparecida Loop:Recordings) pioneiro do hip-hop em Portugal e do cruzamento deste e de inúmeros outros universos musicais – o jazz, a música brasileira, o funk, a soul, a música africana, o disco-sound, o dancehall jamaicano ou o zouk das Antilhas – com variadas linguagens electrónicas, Rocky Marsiano, que nos dá a honra de encerrar esta edição do Med de Loulé no Palco da Matriz, é um homem do mundo. Nascido em Zagrebe, na Croácia, filho de mãe portuguesa e pai croata, habitante de Lisboa – onde cresceu na sua música e na música de outros – durante parte da adolescência e muitos anos da idade adulta, residente em Amesterdão desde 2008. E é, também, um homem que espalha a sua magia há mais de vinte anos na música portuguesa integrado em dois colectivos históricos – os Zona Dread, que participaram na colectânea que deu visibilidade ao hip-hop nacional em 1994, “Rapública”, e os Micro, que fundou em 1997 ao lado de Sagaz e do DJ Nel'Assassin – ou sob vários pseudónimos e heterónimos: Marko Roca – um nome que não é nada mais nada menos do que o seu nome de baptismo e que ele usa em singles de música house e tecno –, D-Mars – o seu “alias” mais antigo, desde os tempos dos Zona Dread, e que continua a usar nos discos em que é MC –, Microlandês – um nome que, curiosamente, não tem que ver com o facto de viver na Holanda mas que remete para o título do álbum “Microlandeses”, que os Micro editaram em 2002 – e, claro, Rocky Marsiano, que é um trocadilho com o nome do mítico pugilista norte-americano Rocky Marciano mas também com o seu próprio nome de nascimento, num anagrama que apesar de longe de perfeito lhe assenta particularmente bem. E, mais importante ainda, Rocky Marsiano é o seu nome de combate enquanto produtor e DJ… É sob esta designação que vai subir ao palco esta noite para mostrar – com a ajuda de alguns convidados-surpresa – a versão ao vivo do que se pode ouvir nos seus álbuns “Meu Kamba”, editado em 2014, e no recentíssimo “Meu Kamba Vol.Dois”, já deste ano.

Com mais de vinte discos editados, contando-se os das suas bandas e os seus trabalhos a solo, Rocky Marsiano lançou até agora os álbuns “The Pyramid Sessions” (2005), “Outside The Pyramid” (2009), “Back To The Pyramid” (2010) , “Music For All Seasons” (2013), “Meu Kamba” (2014) e “Meu Kamba Vol. Dois” (2016). Enquanto D-Mars aka Rocky Marsiano editou em 2014 o álbum “Beats, Cenas, Coisas & Tal”. Sob o nome de Marko Roca lançou na Holanda dois EPs: “Call Me” (2010) e Hard Werken (2011). E, assinando D-Mars, editou a solo os álbuns “Políticas À Parte - Crónicas Microlandesas Vol.1” (2003), “Filho Da Selva” (2005) e o disco comemorativo “20 Anos” (2011). Em todos eles, e de forma tão visível nos seus discos em que vem mais à tona a sua faceta de MC e letrista ou naqueles em que é o seu lado de produtor, se notou ao longo destes anos uma evolução gigantesca e um sucessivo abrir de portas musicais e estéticas. Mas é com “Meu Kamba” e o seu segundo tomo, “Meu Kamba Vol.Dois”, que Rocky Marsiano atinge o seu pico maior de originalidade e de maestria no cruzamento de géneros musicais. Com a ajuda preciosíssima do jornalista – e seu velho companheiro na Loop – Rui Miguel Abreu, coleccionador apaixonado de velhos discos de música dos países africanos lusófonos, Marsiano pega em samples de funanás e batuques cabo-verdianos, sembas e rebitas de Angola, marrabentas e timbilas moçambicanas no primeiro disco, e nestes acrescentados de ritmos da Guiné-Bissau, para fazer uma música nova e absolutamente apaixonante.









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